• Rafael Oliveira

O desconhecido derrame medular



Certas condições neurológicas, por serem extremamente incomuns na prática diária, podem acabar sendo subestimadas quando desenvolvem-se. Uma dessas patologias refere-se à isquemia de medula espinhal. Todos conhecem o acidente vascular cerebral isquêmico, famoso AVC ou derrame. Esse dá-se quando certa porção encefálica tem seu suprimento sanguíneo subitamente interrompido. Entretanto, quando essa deficiência circulatória ocorre na medula espinhal está caracterizado um tipo incomum de infarto ou isquemia. Clinicamente, uma súbita e forte dor nas costas é seguida por rápida alteração de força em membros. A sensibilidade pode ser afetada abaixo do nível comprometido. Todavia, a propriocepção e a vibração são mantidas. Muitos pacientes queixam-se de perda do controle vesical. Entre as causas mais comuns podemos destacar a hipotensão grave ou a dissecção de aorta. Os níveis mais acometidos são T4 (quarta vértebra torácica) e T8 (oitava vértebra torácica) pelo fato de possuírem reduzido números de vasos que lhes irrigam. Quando desconfia-se de tal injúria é mandatório solicitar uma ressonância nuclear magnética da área suspeita, mesmo que essa possa apresentar-se normal nas primeiras 24 horas. Meses após o insulto isquêmico pode-se observar atrofia medular. O tratamento ainda é questão de discussão com pouco estudos e muito limitado, sendo necessária a prescrição de AAS e controle clínicos gerais.


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Dr Rafael Oliveira
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