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Tratamento cirúrgico dos glioblastomas em asa de borboleta

  • Foto do escritor: Rafael Oliveira
    Rafael Oliveira
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura


Glioblastoma em asa de borboleta é um glioma grau 4 que avança pelos dois hemisférios cerebrais através da infiltração do corpo caloso. São tumores com prognóstico sombrio (Quinones-Hinojosa A. The butterfly effect on glioblastoma: Is volumetric extent of resection more effective than biopsy for these tumors? J. Neurooncol. 2014;120:625–634. doi: 10.1007/s11060-014-1597-9). São, de forma geral, considerados tumores irressecáveis que devem ser submetidos a biópsia e quimiorradiação. Todavia, alguns estudos atuais têm defendido a tese de condutas cirúrgicas mais agressivas visando a citorredução.

Chojak R et al em meta análise de 2021 concluiram que pacientes submetidos a cirurgia mais agressiva visando a citorredução tiveram maior taxa de sobrevida em 6 meses. Todavia, a taxa de sobrevida em 12 e 18 meses não foi muito diferente dos pacientes submetidos somente a biópsia (Chojak R., Koźba-Gosztyła M., Słychan K., Gajos D., Kotas M., Tyliszczak M., Czapiga B. Impact of surgical resection of butterfly glioblastoma on survival: A meta-analysis based on comparative studies. Sci. Rep. 2021;11:13934. doi: 10.1038/s41598-021-93441-z). Esse fato por si só não chega a ser surpreendente, pois a sobrevida media dos individuos com tal mazela gira em torno de 12 meses. Ou seja, sendo alta a mortalidade de um glioblastoma tratado cirurgicamente, poucos pacientes estariam vivos após 12 meses para se promover análises estaticamente significantes.

Chawla S et al em meta análise de 2022 concordaram com os achados de Chojak R et al. Concluiram os autores que a ressecção cirúrgica mais agressiva, mesmo que parcial, está associada a uma perspectiva de sobrevida mais favorável quando comparada a biópsia (Shreya ChawlaVasileios K KavouridisAlessandro BoaroRasika KordeSofia Amaral MedeirosHeba EdreesElisabetta MezzaliraFrancesco SalaRania A MekaryTimothy R Smith. Surgery vs. Biopsy in the Treatment of Butterfly Glioblastoma: A Systematic Review and Meta-Analysis. Cancers (Basel). 2022 Jan 9;14(2):314. doi: 10.3390/cancers14020314). E esse mesmo estudo concluiu não haver maior morbidade ao se optar por uma conduta mais agressiva.

Optar por uma terapia mais agressiva em glioblastoma asa de borboleta talvez seja uma opção para casos bem selecionados. Obviamente, generalizar essa conduta não é possível visto a limitação dos estudos disponíveis. Todavia, em determinados pacientes pode ser uma abordagem que tem a possibilidade de oferecer uma sobrevida um pouco maior, principalmente naqueles com boas condições clinicas.

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Dr Rafael Oliveira
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