• Rafael Oliveira

Sindrome das Pernas Inquietas (SPI)


Sindrome das Pernas Inquietas (SPI)
Sindrome das Pernas Inquietas (SPI)

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) possui como característica chave a presença de desconforto, principalmente nas pernas, que só alivia com a movimentação das mesmas. Estima-se que 5% da população seja possuidora de tal doença e na maioria dos casos não é possível identificar uma causa para a condição. Em algumas situações a síndrome pode ser secundária a outras doenças, como neuropatias. O diagnóstico da SPI é clinico, obedecendo os critérios diagnósticos mínimos de acordo com o Grupo de Estudos Internacionais da Síndrome das Pernas Inquietas (International Restless Legs Syndrome Study Group – IRLSSG) e da Classificação Internacional dos Transtornos do Sono de 2005. O paciente tem que referir a necessidade irresistível e intensa de mover as pernas geralmente acompanhada de/ou causada por sensações parestésicas desagradáveis nas pernas entre o tornozelo e o joelho. Por vezes a compulsão para movimentar os membros não é acompanhada do desconforto característico. Geralmente, o quadro piora no final do dia ou a noite. Deve-se estudar o metabolismo do ferro (ferro sérico, ferritina e saturação de trasferrina). Existe larga gama terapêutica para a patologia e, de modo geral, resultados satisfatórios podem ser obtidos.

Como drogas de primeira escolha estão os agentes dopaminérgicos (cabergolina, pergolida, pramipexole, ropinirole, levodopa). Não há evidências que favoreçam um agonista sobre o outro. Como segunda escolha pode-se usar gabapentina ou oxicodona. O prognóstico é bom.

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