• Rafael Oliveira

Escala de Scheltens


Escala de Scheltens

Na Medicina, inúmeras escalas são criadas com o intuito de objetivar situações ou estágios de patologias. E com o advento dos exames de imagem muitas delas são embasadas nesses constantes e indispensáveis meios diagnósticos.

O hipocampo é uma estrutura localizada no lobo temporal. A grosso modo, está associado a funções de memória e faz parte do sistema límbico (vinculado a emoções). Em várias doenças, o hipocampo pode ser afetado e isso resulta em modificações de sua estrutura. E essas alterações morfológicas são estabelecidas via ressonância de encéfalo em uma escala conhecida por “Escala de Scheltens” ou “Escore MTA” (Medial Temporal Lobe Atrophy).

Os valores de tal escala são definidos através de um corte coronal na ressonância e se avalia a espessura das fissura coroidea e do corno temporal e a altura da formação hipocampal. Com esses dados em mãos pode se classificar o hipocampo do paciente.

· Escore 0 – Sem atrofia.

· Escore 1 – Apenas alargamento da fissura coroidea.

· Escore 2 - Alargamento da fissura coroidea e do corno temporal do ventrículo lateral.

· Escore 3 – Perda moderada do volume hipocampal (perda de altura).

· Escore 4 – Perda severa do voluma hipocampal.

Obviamente, alguns cuidados devem ser tomados quando tenta se enquadrar a Medicina como um todo em escalas. Em pacientes menores de 75 anos, escores até 2 podem ser considerados normais (dependendo do quadro clinico e do que se procura). Em pessoas com mais de 75 anos, em virtude de atrofia cerebral generalizada esperada, deve-se atentar para valores maiores ou igual a 3 (também apoiado na clinica e no que se deseja procurar). Observe que escalas são úteis mas sempre deverão ser individualizadas e utilizadas com precaução.

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Dr Rafael Oliveira
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