• Rafael Oliveira

Toxina botulínica e distonia



Distonia é uma condição altamente limitante, onde o tratamento medicamentoso, muitas vezes, não proporciona a desejada melhora. Nesse contexto, novas possibilidades passaram a ser estudadas com o intuito de proporcionar uma melhor qualidade de vida para os doentes. A toxina botulínica, inibidor da liberação de acetilcolina, vem sendo progressivamente prescrita na tentativa de reduzir os bruscos movimentos gerados por tal mazela. E os resultados são animadores. O The Cochrane Database of Systematic Reviews já realizou várias análises onde concluiu que a aplicação de toxina botulínica tipo A é eficiente no tratamento de distonia cervical (1). Foi também testada a neurotoxina tipo B que resultou em melhora considerável da mesma distonia, reduzindo a severidade, a incapacidade e a dor. Todavia, o uso de tal substância está associado a boca seca e disfagia (2). Com os estudos disponíveis não é possível estabelecer com segurança se a toxina A é superior a B para o manejo dessa injúria neurológica. Sabe-se, somente, que a segunda possui maior vinculo com efeitos adversos (3). Assim, com os delineamentos disponíveis é possível concluir que o uso de toxina botulínica é uma alternativa viável, segura e muito eficiente para distonia. Aliás, muitos especialistas passaram a indica-la como primeira opção terapêutica. Se ainda permaneceu com dúvidas, procure seu médico.


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Dr Rafael Oliveira
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