• Rafael Oliveira

Você passa o dia com sono?



Você sente-se cansado durante o dia todo? A sonolência diurna tem atrapalhado suas tarefas? Sua libido não é mais a mesma? Talvez você esteja sofrendo de uma condição conhecida, mas pouco reconhecida na prática diária, chamada de apnéia obstrutiva do sono. Existe certa confusão quando fala-se em tal patologia. As pessoas, de modo geral, não sabem ao certo qual especialista deve conduzir tal situação. Uns acham que é um campo otorrinolaringológico, afinal reflete uma dificuldade das vias aéreas. Outros acreditam ser área neurológica, pois o sono envolve diretamente o funcionamento do cérebro. Fato é que entre discussões e indefinições trata-se de uma patologia frequente e, rotineiramente, sou procurado por pacientes com tal injúria.

O termo apnéia define uma condição onde fica-se sem respirar por 10 segundos ou mais. A apnéia obstrutiva do sono é representada pelo colabamento das vias aéreas superiores o que leva à hipoxemia (baixa oxigenação) e um esforço respiratório que visa reverter tal inadequado fechamento. Afinal, manter o encéfalo sem oxigênio é algo agressivo e danoso aos neurônios. Esse desarranjo ventilatório, com a cronicidade e evolução do quadro, pode acabar interferindo na pressão arterial e na função cardíaca, gerando risco, inclusive, de morte súbita. Desse modo, deve ser reconhecido e tratado precocemente para evitar maiores problemas. As queixas clinicas geralmente englobam fadiga, hipersonolência diurna, relato de sono não reconfortante, irritabilidade e diminuição da libido. Nesses casos, uma polissonografia torna-se obrigatória.

O tratamento consagrado para tal circunstância é dormir com um aparelho que promova a pressão positiva das vias aéreas (CPAP) (2). Trata-se de conduta efetiva para reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida, principalmente em apnéia obstrutiva do sono severa e moderada (1). Atualmente, medicamentos têm sido empregados, principalmente, em situações onde há sintomatologia residual mesmo com o uso adequado do CPAP. O modafinil e o armodafinil (neurotrópicos) têm sido prescritos com sucesso clinico nessas circunstâncias (2, 3, 4, 5). Portanto, representam mais uma útil ferramenta nessa injúria do sono.

Apesar da dúvida sob qual especialista procurar o mais importante é que, se você possui diagnóstico firmado ou sintomatologia compatível com apnéia obstrutiva do sono, procure um médico com brevidade. Uma intervenção precoce pode melhorar consideravelmente sua qualidade de vida, além de prevenir catastróficas consequências associadas.


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Dr Rafael Oliveira
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