• Rafael Oliveira

Você tem muito sono durante o dia?



O fatigante e estressante cotidiano acaba por interferir no esperado descanso noturno. Isso faz com que uma cascata de reações assole nosso corpo quando acordado, dando origem a comum sonolência diurna. Geralmente, trata-se de uma condição vinculada ao abandono precoce da cama. Entretanto, caso torne-se algo limitante ou visivelmente anormal deve-se procurar com brevidade um médico especialista. Muitas vezes, você pode ser portador de uma patologia que, devido ao atraso diagnóstico, aumenta consideravelmente os riscos de acidentes.

A narcolepsia é um distúrbio caracterizado por crises diurnas de sono abrupto, episódico e com recuperação completa da vigília após as crises. Tais situações podem ocorrer em qualquer circunstância, inclusive durante um diálogo acirrado. Sua causa ainda não está muito bem elucidada, mas acredita-se que ocorra redução da hipocretina/orexina visto que esse neurotransmissor possui suas taxas reduzidas no liquor em pacientes com tal injúria. A narcolepsia verdadeira, geralmente, inclui a cataplexia. Trata-se da perda súbita do tônus muscular após uma forte e repentina emoção, como riso, raiva ou susto. Em outras palavras, o indivíduo é acometido por uma grande flacidez muscular após uma inadequada gargalhada. A crise cataplética pode ser sutil com inclinação da cabeça ou curvatura dos joelhos ou afetar todo o corpo. O diagnóstico pode ser fortalecido com uma polissonografia.

Para a sonolência diurna, o modafinil 200-400mg/dia demonstrou-se muito eficaz, sendo tal fato confirmado por estudos randomizados com destaque para o US Modafinil in Narcolepsy Multicenter Study Group (1, 2). Refere-se à droga mais amplamente descrita para sonolência diurna. Alguns delineamentos sugerem que tal fármaco também atua positivamente no humor (3). As anfetaminas como a dextroanfetamina (10-60mg/dia) são usadas desde 1930 sendo muito eficazes. Todavia, podem desencadear diversos efeitos adversos, mas o vicio não é um problema nesse grupo de pacientes (4). Para a cataplexia o uso de oxibutirato (9-15mg/dia) ou de anti-depressivos tricíclicos como a imipramina mostrou-se conduta efetiva.


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Dr Rafael Oliveira
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