• Rafael Oliveira

Como tratar uma crise convulsiva?



Tratar uma crise convulsiva não é nada fácil. Em vista da grande gama de fármacos disponíveis, instituir a terapia mais aconselhada para cada caso torna-se um tremendo desafio, levando o médico, muitas vezes, a optar por drogas convencionais não indicadas para determinado momento. Existe um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de 25 de novembro de 2013 que tenta, com certa confusão, orientar essa complexa tarefa. Todavia, embora a compilação seja composta por estudos gabaritados, a organização deixa a desejar, não resolvendo de modo dinâmico e claro como agir na prática médica diária. Nesse meândrico contexto, elaborei dois organogramas para facilitar as condutas frente a episódios convulsivos. O primeiro orienta como agir frente a uma crise convulsiva parcial com ou sem generalização. O segundo, reflete a postura em episódios convulsivos generalizados. Obviamente, existem diversas nuances nessa entremeada decisão médica, podendo ocorrer variações e discrepâncias nas escolhas. Contudo, considero bem coerente e cientificamente suportadas as alternativas que desmembrei. Vale ressaltar que pesquisas demonstram não haver vantagens do uso da oxcarbazepina ao invés da carbamazepina (1). Portanto, só esse último medicamento foi destacado nos organogramas. Crises convulsivas com caráter especial como as vistas nas Síndromes de West e Lennox-Gastaut devem ser analisadas de forma individual não respeitando essa divisão. Na primeira condição opta-se por vigabatrina ou topiramato e na segunda por lamotrigina, ácido valpróico, topiramato ou felbamato.




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Dr Rafael Oliveira
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