• Rafael Oliveira

O intestino influencia em doenças cerebrais?



O intestino e o cérebro estão muito mais interligados do que podemos imaginar (5). Através de neurotransmissores, sinais imunológicos e neuropeptídios (5) uma abstrusa ponte entre tais órgãos conserva-se incessantemente ativa, transmitindo informações e compartilhando, caso existentes, extenuantes desarranjos (3). Trata-se de uma ligação tão íntima que qualquer intromissão negativa a nível digestivo pode resultar em catastróficas patologias neuronais. O trato digestório é rotineiramente acometido pela atividade dos mais diversos alimentos. Afinal, necessitamos estar constantemente nutridos para manter com eficiência as funções orgânicas. Caso os itens alimentícios ingeridos representem hábitos não salutares, ocorrerão distorções da motilidade e tóxicas intervenções na indispensável microbiota intestinal. Tais deformações acarretarão vigorosa interferência na produção e transporte das substâncias que mantém o elo com o encéfalo funcionante e efetivo (5). O resultado desse alvoroço metabólico é a ocorrência de inúmeras patologias psiquiátricas e neurodegenerativas, muitas delas comumente definitivas como mero acaso genético. Dessa maneira, estudos têm desvendado uma real e perigosa associação entre o que ingerimos e possíveis doenças que nos afligirão num futuro não tão longínquo. Como exemplos, pode-se citar a ansiedade, a depressão, alterações cognitivas e transtorno de espectro autista (1, 2, 5). Inclusive, perante tais evidências, alguns autores usam o termo psicobióticos para definir os elementos capazes de atuar beneficamente na microbiota (4), precavendo, com isso, lesões cerebrais. A Doença de Parkinson é uma desordem neurológica que desencadeia imensurável avaria física e social. Uma pesquisa publicada em dezembro de 2016 realizada na Universidade de Wisconsin (5) sugeriu forte componente ambiental na evolução dessa impiedosa patologia. Frente a hábitos dietéticos inapropriados, ocorreria vigoroso desajuste da flora e motilidade intestinal. Isso resultaria na excitação de uma patológica proteína conhecida por alfa sinucleína. Essa capciosa substância possuiria o poder de ligar-se a células nervosas específicas que desencadeariam a Doença de Parkinson (5). Assim, manter uma rotina alimentar saudável e que favoreça os pequenos seres que habitam nosso intestino seria uma enérgica atitude na prevenção de debilitantes injúrias encefálicas.


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Dr Rafael Oliveira
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