• Rafael Oliveira

A dieta está fazendo seus cabelos cairem?



Mudar os hábitos alimentares é tarefa muito complexa. A rotina nos fornece segurança e proteção. E é extremamente complicado abdicar desses dois requisitos e ingressar em um novo caminho diferente e pouco conhecido. Imagine agora se a sua nova dieta passa a modificar, para pior, o seu corpo? Muitas pessoas que ingressam em teorias nutricionais com baixo teor de carboidratos e alto teor de gordura enfrentam certas dificuldades que acabam por sobrepor a considerável perda de peso. De que adianta melhorar um quesito se outros são terrivelmente prejudicados? Quando se troca a via energética dependente de glicose para a consumidora de gorduras é comum apresentar dores de cabeça, flatulência, constipação, indisposição estomacal e alteração nos padrões do sono. Ou você acha que os carboidratos seriam compreensivos com essa traição? Todavia, um sinal que realmente assusta é a possível perda de cabelo. Desde os primórdios civilizatórios existe grande preocupação com as guedelhas. Símbolo de beleza e saúde ganhou, inclusive, destaque histórico sobre a cabeça de Sansão. Portanto, qualquer interferência sobre seu volume ou sua aparência torna-se algo de extrema preocupação. Os cabelos são basicamente compostos por proteínas. Seu ciclo de vida dá-se através de três fases distintas: a anágena, a catágena e a telôgena. Na primeira, que dura de 2 a 7 anos, ocorre um envolvimento do folículo piloso por uma rede capilar com o intuito de fornecer energia para um saudável crescimento. Desse modo, a estrutura passa a desenvolver-se em uma velocidade de 0,3-0,4mm ao dia, até atingir seu período “adulto”. No segundo estágio, que dura 2 semanas, ocorre a transição entre o crescimento ativo do fio e seu repouso. A raiz é queratinizada e se solta do bulbo, ou seja, de sua origem. Na última fase, com duração de mais ou menos 3 meses, o cabelo encontra-se inativo, não desenvolvendo-se mais. Por não estar mais preso à raiz, pode ser facilmente removido. Ao iniciar o processo de crescimento de um novo fio, seu antecessor, em repouso, passa a ser literalmente empurrado e acaba por cair. Portanto, a dinâmica de florescimento capilar está em constante renovação, sendo composta por fios em diferentes fases o que mantém a cabeleira vistosa e bonita. Certas condições internas ou externas podem interferir nesse meticuloso processo, acelerando a queda dos cabelos inativos. Como exemplo pode-se citar a hereditariedade, distúrbios hormonais, uso de produtos químicos e dietas, principalmente restritivas. Alguns indivíduos também enfrentam esse fenômeno ao aderir a teorias com baixo consumo de carboidratos e alto teor gorduroso. A súbita mudança do costumeiro padrão alimentar acarreta um estresse orgânico, podendo fazer com que a fase telôgena seja acelerada e ocorra uma maior perda de fios. Contudo, referem-se a estruturas mortas que serão, em breve, substituídas por folículos novos e fortes. Devido ao processo natural de crescimento capilar, essa estranha alteração ocorre, geralmente, dentro de 3 a 6 meses após o inicio do novo estilo nutricional. Porém, não passa de uma situação benigna que, certamente, terá franca e breve recuperação. Manter o consumo adequado de proteínas e gorduras ajudará nessa restauração sobre a sua cabeça. Caso seus cabelos continuem a cair, seria interessante procurar auxilio de um profissional médico.


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Dr Rafael Oliveira
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