• Rafael Oliveira

Espectroscopia de Prótons na Ressonância de Encéfalo


Espectroscopia de Prótons na Ressonância de Encéfalo

A espectroscopia de prótons é um método não invasivo que quando associado a ressonância permite estabelecer associação com alterações metabólicas vinculadas a mudanças anatômicas e/ou fisiológicas. Tal método de imagem é capaz de analisar certos metabólitos cerebrais:

· N acetil aspartato (Naa) – Presente nos corpos neuronais e axônios, avaliando a densidade e a viabilidade dessas estruturas. É produzido nas mitocôndrias do tecido cerebral e seu pico está diminuído na espectroscopia quando há perda neuronal. Isso pode ocorrer em gliomas, isquemias e doenças degenerativas.

· Creatina (Cr) – Marcador do metabolismo energético aeróbico das células cerebrais. A redução de seu pico na espectroscopia pode estar associada a tumores cerebrais, principalmente em metástases.

· Colina (Cho) – Componente do metabolismo fosfolipídico das membranas celulares, refletindo a renovação da membrana. Sua concentração é um pouco maior na substância branca. Um pico aumentado de colina representa proliferação celular o que pode ser visto em processos neoplásicos.

· Lactato – Não é normalmente encontrado na espectroscopia. Se presente, representa uma condição patológica como cistos, hipóxia ou isquemia ou neoplasias.

· Lipídeos - Não é normalmente encontrado na espectroscopia. Se presente, representa uma condição patológica como necrose, neoplasias malignas ou processos inflamatórios ou infecciosos.

· Mioinositol – Marcador da função glial e um importante agente regulador osmótico do volume celular. Geralmente reduzido em encefalopatia hepática e elevado em Doença de Alzheimer.

· Alanina – Pico invertido em meningioma ou abscesso.

· Acetato – Presente em abscesso e neurocisticercose.

Aplicações Práticas

· Tumores cerebrais – Gliomas têm redução de N acetil aspartato e aumento de colina. Presença de lactato indica hipóxia. Glioblastoma (GBM) possui lipídeos (indicam necrose). No meningioma ocorre pico de alanina.

· Processos inflamatórios e infecciosos – Pico de lipídeos, com redução ou ausência de N acetil aspartato e pouco ou nenhuma aumento de colina.

· Doença de Alzheimer – Redução de N acetil aspartato e aumento de mioinositol.

· Lesões Isquêmicas – Pico de lactato com redução de N acetil aspartato e discreto aumento de colina.

· Encefalopatia Hepática – Redução de colina e de mioinositol e aumento de glutamato.





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Dr Rafael Oliveira
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